sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


Mono-tom,
ameno tom,
sem o tom da pele,
sem o tom do sorriso,
do tom que se perde,
no tom que se encontra,
não há o mesmo tom,

na tonalidade persuasiva,
da lua que deixa o palco,
do dia que se renova,
do mundo que se encontra:
pra mais luta,
pra menos amor,
pra menos tua.
A insônia

De noite desvela o significado,
da apatia do dia,
todos dormem em pé,
e assim se raia.

Sou a exclusiva alegria do silêncio,
imersivo em companhia,
e nada mais me marca,
que essa monotonia.


Clareia, meu bem.