sábado, 25 de agosto de 2012

Armistício

Se dá, se doa, se dedica,
mas se, em troca,
se quer, se perdoa e se pede?

Aí não se entende,
não se responsabiliza
e, no fim,
tão triste fim,
se perde.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

E vencemos.

vim,
vi,
venci.

não vim,
não vi,
não venci.

(encontrei,
enxerguei,
e amei...)



Não importa para onde a gente fuja deste caminho que é a vida, pois, em uma volta completa, o fim se repete no sempre que somos nós dois.
Sorriso aberto,
e a mente vazia,
dá pena de Maria.

Coração decrépito,
e a mente sadia,
ainda há pena de Maria.

Passo em falso,
pois a mentira torna-se mania,
é culpa de Maria?

Erro crasso,
de quem não pensa,
não percebe,
e não chia,
e a culpa é sua, minha Maria.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Esperança

O tempo de espera;
espera, meu Tempo.
Espera com ânsia:
A ânsia de um vômito,
A ânsia do desassossego.
À espera de um tempo,
Que espera sem ânsia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

[Aprendi a estar estável em mim quando não há você, aprendi a abrir as portas da casa para que passem, - e só passem -, os sentimentos alegres, mas, nem de longe, isso se chama felicidade]
Meu ser é sem tamanho,
em cada canto expandido,
movido a amor e ódio,
em sonhos de ferro fundido.

Meu ser é sem sentido,
e nem por outros meios o busco,
o retraio ou o perco,
- aprendi a maldizer os freios.

Mas nem por isso meu ser é completo,
se expande-se: procura;
se acha: questiona;
se torna-se alegre: sorri;
é a angústia de querer ver-se livre da razão,
e de um dia-após-dia.