Meu ser é sem tamanho,
em cada canto expandido,
movido a amor e ódio,
em sonhos de ferro fundido.
Meu ser é sem sentido,
e nem por outros meios o busco,
o retraio ou o perco,
- aprendi a maldizer os freios.
Mas nem por isso meu ser é completo,
se expande-se: procura;
se acha: questiona;
se torna-se alegre: sorri;
é a angústia de querer ver-se livre da razão,
e de um dia-após-dia.
2 comentários:
Olá! Boa Tarde! Em meio ao link do blog Uneb, depois do Blog Cangaceiros da alegria, cujo nome do mesmo, me deixou curiosa para conhecer tal trabalho, e te encontrei como colaborador(a). Vi linkado também, esté blog. Nossa, quanto percuso pecorri para chegar até aqui não foi!? Rs.. Mas enfim, conheci esse cantinho bastante inspirado e me interessei deveras, afinal, poemas são meu 'passa tempo' também. Parabéns pela forma que se sabiamente se expressa em meio a estes e os demais versos aqui neste blog contido. Gostei muito!
Sobre este poema, vejo que, descreves com nexo e boa sintonia os paradoxos. Realmente o ser humano é algo de complexidade tamanha. Mas acredito que mais poderia traduzir o o ser humano seria, como você o fez, expandindo em poucas palavras as essências que movem o ser, o seu ser.
Tenha um ótimo final de semana!
Abraço.
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