quarta-feira, 24 de junho de 2009

Id

Eu me excreto, meu Deus, eu me excreto
por todos os poros, até em respirar,
fluidos, e fluidos de mim, buscam alívio.

Saiam para uma volta, e voltem,
são em mim e aqui vivam,
nunca se percam ou vão longe demais
tudo volta, ainda mais quando se fede,
aliás, mal cheiro depende de onde se cheira.

Traumas não se esvaem no sorriso branco,
é sempre a crosta amarela,
o torto desde o início,
por isso excrescências, suem, saiam, ganhem vida,
e retornem.

Também sou trauma, e dele vivo,
não sou só um,
preciso de vocês para viver.

Um comentário:

Jenifer disse...

gostei daqui *-*