sábado, 6 de junho de 2015

(Nunca mais me veio uma poesia,
Essas tortas linhas,
desconsidere,
são partes-perdidas-impacientes)

Faz parte do trânsito:
poesia é canto d'alma,
é perder-se logo no átrio,
é o sentido em alcalino-ácido.

E assim vai ela torta,
A poesia, certeira porta,
reflete a alma insonssa:

"Dilacerada, minha querida?!
não se aflija tanto,
são só coisas da vida"

Se reconstitui:

Se poesia é vida,
e vida é dor,
dor é entendimento,
entendimento é evolução,
pois, sem saída,
evoluir é sentido sem linha reta,
e este se perde,
pois não há um fim para tudo,
assim se faz a poesia,
a graça do poeta.

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