sábado, 27 de dezembro de 2008

Clichê com J

Joaquim perdeu Joana no jogo
jaz, dela, o pai José,
jazido no jantar por congestão,
jóia era ela de Josefina, sua mãe,
jantada toda noite feito calabresa,
José criou, só, Joana e João,
(Josefina fugiu com o jornaleiro)
João jogou-se da ponte,
jornais noticiaram, ninguém entendia,
"Juventude perdida: Jovem joga-se da ponte"
Janeiro veio, então, descobriu-se o motivo do pulo:
Jasmim, jovem, uma jibóia, diriam, "come juízos"
Julho, nasce Joana, jeitosa, uma graça.
Já jovem, motivos de atenção,
Joaquim (filho do jornaleiro) joga-se nela
Já feitos 6 meses casam-se
Joaquim feliz, mas cai na jogatina
Jovem, perdido, joga joana no jogo e agora?
Jaz, de novo, para ela, o que sobrou:
Jacinto amor.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Janela aberta

Temporizado sente o vento
mudou-se às seis
de nada adianta gritar, voltaria para si,
ficando surdo,
é contra ele, pois dele parte
conserva o sorriso,
forçado não insiste, agora entende:
é só uma brisa.

Roteiro

Se de nada adiantou mudar,
conseguiu,
pois tenta-se vão,
quem ao nada faz.
Por que viver o dia só com um sorriso?
Chore, também faz parte do roteiro.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mut-(e)-ação

O amor comido pelo verme,
por isso não ama-se a vida inteira, seria obtuso:
a mão doce, presente, o tempo esvanece, tornando-a dura, às vezes roxa.
A pele quente, o calor perfumado, vira o frígido selado num indecomponível
E a dança animada de um só par torna-se réquiem para outros bailes.
O desejo, a saudade (a quase-morte pela falta),
viram alegria repentina em outro sorriso.
E tudo transforma-se, com o toque do passar,
o sorriso vira antenas da cordialidade,
a cumplicidade torna-se um corpo comprometido
e o beijo vira asas, tornando o coração larva,
para outro amor consumi-lo.

Passagens

O amor é pássaro,
bem-te-vi,
pousa na flor,
uma petála!,
mal-me-quer,
e voa.
Homem perdido,
parado,
cuidado,
isolado do mundo sentido alguém.
Cuidado, armado
de algo para quem se aproxima,
é só carente,
mas só, perdido,
sem ter tido algo,
ausente.

diálogo urbano

Pára, porra!
Vai praonde?
Fazer o quê?
Tá maluco?
Como assim?
Comeu cocô, injúria?
Sem pé nem cabeça isso,
que nem essa conversa.

Poema para interpretar

Interpreta-se com facilidade o poema:
é só colocar-se na alma de quem o fez,
se o sentido não clareou-se use a sua,
se a situação piorou, leia outra,
se ainda não entendeu-se,
respire fundo,
agora, leia.
Ainda sem sentido?
Tente algo mais fácil!
Mas se foi tentado,
retornado,
facilitado,
clareado,
lido novamente
e não entendido,
agora sim,
respire fundo,
você é poeta!